Miguel Torga, de quem se comemora este ano o centenário do seu nascimento, escreveu contos magníficos. De entre eles elejo "Miura", uma autopsicografia de um touro numa lide desigual:
"...Com a pata nervosa escarvou a areia do chão. Um calor de bosta macia correu-lhe pelo rego do servidoiro. Urinou sem querer. Gritos da multidão. Que papel ia representar? Que se pedia do seu ódio?"
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